Os melhores momentos do Flamengo na vitória sobre o Barcelona, que confirmou a classificação à final da Libertadores, fizeram cair por terra a ideia de que o time comandado por Renato Gaúcho só vence por conta de suas individualidades. O segundo gol de Bruno Henrique nasceu de uma jogada toda trabalhada desde a defesa, em que os 11 jogadores rubro-negros tocam na bola, antes de Gabi acionar Everton Ribeiro e este dar a assistência para o camisa 27.
Nesses e em outros momentos a equipe conseguiu controlar o jogo, trabalhar a bola de forma estratégica e coletiva, tendo como requisito principal atrair o adversário e acelerar no momento certo, contra uma defesa mais adiantada. No fim, a conclusão das jogadas passa pelo talento de um time incrível, que só conseguiu jogar junto por poucos minutos.
Renato Gaúcho faz o "V" da vitória em seu carro após o treino do Botafogo Foto: Arquivo O Globo / Agência O Globo – 12/05/1992O atacante Renato Portaluppi passa por defensor do Santa Cruz, em partida válida pela Copa União de 1987. O placar: Flamengo 3 X 1 Santa Cruz Foto: Hipólito Pereira / Agência O Globo – 22/11/1987Renato Gaúcho chega sorridente para treino do Flamengo Foto: Hipólito Pereira / Agência O Globo – 28/07/1987Renato Gaúcho durante treino do Flamengo em 1988 Foto: Otávio Magalhães / Agência O Globo – 03/03/1988Renato Gaúcho comemora com o goleiro Welerson o título estadual conquistado sobre o Flamengo com o lendário gol de barriga Foto: Arquivo / Agência O Globo – 25/06/1995
Renato Gaúcho entrega camisa do Fluminense para a apresentadora Xuxa Foto: Arquivo O Globo / Agência O Globo – 23/09/1996Renato Gaúcho domina bola durante partida do Brasileirão de 1997 Foto: Hipólito Pereira / Agência O Globo – 20/09/1997Renato Gaúcho comandou o Bangu em 1999 Foto: Pércio Campos / Agência O Globo – 03/03/1999Renato Gaúcho posa com bola antes do treino do Madureira Foto: Hipólito Pereira / Agência O Globo – 26/01/2001Renato Gaúcho conversa com o jogador Beto durante treino do Flu Foto: Hipólito Pereira / Agência O Globo – 09/09/2002
Renato Gaúcho na praia de Ipanema Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo – 17/03/2003Romário conversa com Renato durante treino do Vasco Foto: Fernando Maia / Agência O Globo – 14/03/2006Renato Gaúcho orienta Edmundo, Leandro Amaral e Eduardo Luiz durante treino do Vasco, em São Januário Foto: Ivo Gonzalez / Agência O Globo – 26/09/2008Treino do Fluminense nas Laranjeiras sob o comando do técnico Renato Gaúcho Foto: Jorge William / Agência O Globo – 01/06/2007Renato Gaúcho teve Valdir Espinosa como auxiliar técnico no Fluminense Foto: Jorge William / Agência O Globo – 04/08/2009
Renato Gaúcho de férias no Rio em 2017 Foto: Marluci Martins / Agência O GloboRenato Gaúcho jogou o Mundialito de Futevôlei 4×4, em 2013, realizado em Copacabana Foto: DivulgaçãoRenato Gaúcho jogou o Mundialito de Futevôlei 4×4, em 2013, realizado em Copacabana Foto: Arquivo O Globo – 08/03/2013Renato Gaúcho visita Arena do Grêmio depois de ser anunciado como técnico do time para a temporada de 2013 Foto: LUCAS UEBEL / Agência O Globo – 25/07/2013O primeiro título de Renato Gaúcho como técnico do Grêmio foi a Copa do Brasil conquistada sobre o Atlético-MG, em 2016. O tricolor vendeu o time de Minas Gerais por 4 x 2 no placar acumulado. O jogo da final, na casa do adversário, terminou empatado em 1 a 1 Foto: Lucas Uebel / Lucas Uebel/Gremio FBPA
Renato Gaúcho é erguido pelos comandados depois de conquistar a Libertadores de 2017. Na sequência ele foi vice-campeão mundial e campeão da Recopa Foto: EITAN ABRAMOVICH / AFPRenato carrega troféu da Recopa 2018, conquistada nos pênaltis: 5 x 4, depois de um placar acumulado de 1 x 1, sobre o Independiente, da Argentina Foto: Lucas Uebel / Lucas Uebel/Gremio FBPACom uma goleada de 6 a 0 sobre o Avenida, Renato Gaúcho conquistou, em 2019, a Recopa Gaúcha Foto: Max Peixoto / DiaEsportivoO primeiro título do tri estadual saiu em 2018, depois de conquistar a Recopa Foto: Lucas Uebel / Lucas Uebel/Gremio FBPARenato ergue a taça de campeão gaúcho em 2019 Foto: Lucas Uebel / Lucas Uebel/Gremio FBPA
Com medalha no peito e ao lado do troféu, o ex-técnico Renato Gaúcho comemora o tricampeonato gaúcho, conquistado em 2020 Foto: Lucas Uebel / Lucas Uebel/Gremio FBPA
Depois que David Luiz sentiu a coxa esquerda, no começo da partida, o Flamengo sofreu muito. Não apenas por não conseguir conter o ímpeto do Barcelona dentro da área, mas também pela falta de combatividade no meio e no ataque. Embora avassalador e letal quando rouba a bola do adversário, este Flamengo não pressiona tanto, nem tem tanta intensidade como o de 2019. Escolhe momentos para jogar assim.
E nos momentos em que escolhe recolher suas linhas, tem tido dificuldades. Disfarçadas na semifinal da Libertadores por grande atuação do goleiro Diego Alves. E na segunda partida, no Equador, muito pela participação de Filipe Luís, que voltou com papel defensivo impecável e ainda colaborou na construção e na posse de bola.
Adversário da decisão
Diante do Palmeiras, em jogo único, sem vantagem, a forma como o Flamengo vai encarar o adversário dependerá do fato de sair ou não na frente do placar. Com ele zerado, o Palmeiras tende a exibir estratégia similar a que fez com o Atlético-MG: esperar o Flamengo, e não lhe dar espaço. Sem ele, o time de Renato Gaúcho tem tido problemas.
A saída de bola com Arão parece uma boa isca para que o Palmeiras saia e deixe sua linha de defesa adiantada. Mas ela precisa ser executava de uma forma mais precisa. O time paulista tem atletas de mais qualidade que o Barcelona e não deve pecar tanto em finalizações se tiver a oportunidade.
No duelo de meio-campo, as semifinais também provaram que o Palmeiras tem peças capazes de fazerem frente às projeções de Everton Ribeiro e Arrascaeta. A favor do Flamengo estará uma noite da dupla em alto nível ao mesmo tempo. No Equador, Ribeiro foi o protagonista da criação. O uruguaio voltou de lesão lento e sem precisão nas ações.
Outro que destoou um pouco do que pode produzir foi Gabigol. Grande herói da final de 2019, o atacante também não apareceu ao longo do jogo com o River. E tem participado mais como coadjuvante do que como personagem principal nos últimos jogos da Libertadores. Nas poucas chances que teve, faltou-lhe calma e precisão também.
Na fase defensiva, a pouca combatividade de alguns jogadores obrigou Ribeiro a se desdobrar para auxilar Isla, no ponto mais frágil do Flamengo. O lateral chileno atacou muito pouco, pois precisou guardar posição. Ainda assim, o Barcelona conseguiu achar espaços entre o lado do campo e as costas da defesa. Gustavo Henrique, que jogou por aquele lado e fez Rodrigo Caio ir para a esquerda, não deu a mesma segurança esperada com David Luiz. Com dois meses pela frente, a volta do reforço defensivo é uma certeza que o Flamengo terá mais armas contra um Palmeiras igualmente letal.
São Marcos pode ter falhado naquela final, mas a imagem do pentacampeão do mundo como um dos maiores ídolos palmeirenses segue intocada entre os torcedores. Depois de encerrar a carreira inteiramente feita no Verdão, ganhou busto, chegou a ser embaixador do clube e hoje é empresário, ainda com fortíssima ligação à equipe. Foto: Instagram/Marcos R S ReisMulti-campeão pelo clube, o lateral-direito paraguaio Arce disputou a Copa do Mundo de 2002 e se aposentou quatro anos depois. Lenda do futebol de seu país, hoje é técnico do Cerro Porteño, clube pelo qual conquistou dois nacionais. Foto: Divulgação/Cerro PorteñoO lateral-esquerdo Júnior esteve no elenco da seleção brasileira pentacampeã do mundo em 2002 e ainda viria a ganhar Libertadores e Mundial pelo rival São Paulo. Aposentou-se em 2010 e, desde então, tem participado de eventos. Nas horas vagas, se dedica à pescaria, que descreve como o 'segundo esporte favorito' em seu perfil no Instagram. Foto: Instagram/Júnior SouzaApós a passagem pelo Palmeiras, o zagueiro Roque Júnior fez carreira em clubes Europeus, com passagens por Milan e Bayer Leverkusen, além de ter sido pentacampeão mundial em 2002 com a Seleção Brasileira. Voltou ao Palmeiras em 2008 e aposentou-se dois anos depois. Após deixar os gramados, arriscou-se na carreira de técnico por XV de Piracicaba e Ituano, além de ter atuado como diretor de futebol de Ferroviária e Paraná. Foto: Twitter/Roque JúniorPolêmico e sem papas na língua, Junior Baiano passou ? e venceu ? por grandes clubes do futebol brasileiro, com Vasco e Flamengo, além de ter sido vice-campeão mundial com a Seleção Brasileira, em 1998. O zagueiro rodou por clubes de menor expressão antes de encerrar a carreira no futebol norte-americano, em 2009. Fora dos gramados, tentou a carreira de técnico por Santa Helena e Itumbiara, sem muito sucesso. Foto: Reprodução/Youtube TV Torcedores
Nome icônico do futebol brasileiro, Cesar Sampaio teve carreira vitoriosa, jogando pelos quatro grandes de São Paulo e disputando Copa do Mundo em 1998. Após a aposentadoria, em 2004, atuou como comentarista, dirigente e empresário. Hoje, é auxiliar técnico da Seleção Brasileira. Foto: Kin Saito/Divulgação/CBFVolante de força e imposição física revelado pelo Verdão, Galeano teve carreira movimentada e passou por outros 14 clubes, como Botafogo e Juventude, antes de encerrar a carreira, em 2019. Depois de pendurar as chuteiras, foi dirigente do Ituano, coordenador técnico do Palmeiras e auxiliar de Antônio Carlos Zago no Juventude, em 2016. Foto: Arthur Dallegrave / E.C.JuventudeTetracampeão mundial em 94, Zinho venceu a Libertadores de 1999 em sua segunda passagem pelo Verdão. Rodou por grandes clubes brasileiros até se aposentar em 2007. Fora dos gramados, foi dirigente (Flamengo e Santos), auxiliar técnico de Jorginho (Vasco) e hoje é comentarista de TV. Foto: Twitter/ZinhoUm dos meias mais talentosos dos anos 2000, o multi-vitorioso Alex (esquerda) teve grandes passagens por outros clubes brasileiros, com destaque para o Cruzeiro. Virou lenda no Fenerbache, da Turquia, e aposentou-se no Coritiba, em 2014. Foi comentarista de TV e anunciou, em 2020, que iniciaria a carreira de técnico. Foto: Twitter/Alex de SouzaContratado como reforço de peso para a disputa do Mundial, o colombiano Asprilla ficou até 2000 no Palmeiras, antes de partir para o Fluminense. Um dos grandes nomes da história da seleção colombiana, disputou as copas de 1994 e 1998, rodou pelo futebol sul-americano e aposentou-se em 2004. Voltou ao futebol brevemente, por clubes de menor expressão, até 2009. Hoje, é empresário e lançou sua própria linha de preservativos. Foto: Twitter/Faustino Asprilla
O "Diabo Loiro" Paulo Nunes foi parte de grandes ataques do futebol brasileiro nos anos 90. Viveu grande fase por Grêmio e Palmeiras no fim daquela década e manteve rivalidade eletrizante com o Corinthians, clube no qual jogaria em 2021, sob protestos da torcida. Depois de aposentado, participou de reality show. Hoje, é comentarista do Grupo Globo. Foto: Reprodução/TVArtilheiro dos gols importantes pelo Verdão, Oseás foi um dos principais atacantes do futebol brasileiro daquela época. Depois da trajetória de títulos pelo Palmeiras, atuou por clubes como Cruzeiro, Santos e Internacional. Aposentou-se em 2015 e hoje é empresário do ramo imobiliário. Foto: Oséas Silva/InstagramReserva de luxo daquela equipe, o experiente atacante Evair deixou o Palmeiras em 2000 como um dos maiores artilheiros do clube. Passou ainda pelo rival São Paulo e por clubes como Goiás e Figueirense, antes de se aposentar em 2013. Atuou como empresário e como técnico de equipes como Vila Nova, Itumbiara e River-PI. Segue muito ligado ao clube e esteve presente na final da Libertadores. Foto: Instagram/Evair PaulinoO 'filho do vento' Euller (esquerda) se transferiu para o Vasco após a decisão. Depois, passou pelo futebol japonês e pelo São Caetano, mas foi em três passagens pelo América-MG, clube que o projetou para o futebol, que Euller reforçou sua idolatria. Já no fim da carreira, foi campeão brasileiro da Série C e da Segundona do Mineiro. Aposentado desde 2011, o ex-atacante é técnico do Safor Club, da sétima divisão da Espanha. Por lá, vem fazendo cursos da Uefa para técnicos. Foto: América-MG/DivulgaçãoLuiz Felipe Scolari, o Felipão, dispensa maiores apresentações no futebol brasileiro. Após o projeto vencedor entre 1997 e 2000 pelo Verdão, foi pentacampeão do mundo com a Seleção Brasileira em 2002. Voltaria ao Palmeiras em 2010 e 2018, vencendo a Copa do Brasil de 2012 e o Brasileirão de 2018. Seu último trabalho foi no Cruzeiro, encerrado ainda este ano. Foto: Igor Sales/Cruzeiro